Matéria-prima

Para produzir papelcartão de qualidade, a Papirus conta com três principais matérias-primas:

1. Celulose

A celulose, matéria-prima para produção de papel, nada mais é que uma pasta feita a partir de cavacos (pequenos pedaços de madeira) de eucalipto, que depois entra no processo produtivo do papel. Ela pode ser líquida, ou seja, enviada para a indústria de papel em forma de pasta mole, por encanamentos, ou passar por um processo de secagem e ser comercializada em grandes placas.

2. Pasta mecânica

Parte da matéria-prima do papelcartão, também chamada por alguns de pasta de alto rendimento, é o material obtido da madeira por processos puramente mecânicos, em máquinas chamadas moinhos, onde a madeira cortada em toras de tamanho adequado, descascada e limpa, é pressionada de encontro a uma pedra rotativa, geralmente de natureza sintética. A qualidade final da pasta depende da madeira em si, do tipo de pedra ou disco, e do modo como a moagem é efetuada. As características principais da pasta são a uniformidade, cor, limpeza, grau de desaguamento e resistência das fibras.

3. Aparas

É o nome dado aos resíduos de papel coletados depois de usados. Estes materiais são apanhados por empresas especializadas, selecionados, enfardados e vendidos às fábricas de papel como matéria-prima. Não existe uma classificação universal destes materiais, porém podemos citar aparas brancas ou acetinadas, linha d’água ou mantas, jornal, ondulado, arquivo misto, primeira ou tipografia, cartonagem e revistas. No caso da Papirus, as aparas podem ser compradas de gráficas (sobras de processos de impressão – pré-consumo) ou aparas pós-consumo, selecionadas a partir de cooperativas de catadores.

3.1. Aparas pré-consumo – Um bom exemplo são as aparas gráficas ou da produção da fábrica de papel que retornam ao ciclo de fabricação e acabam não passando pelas mãos do consumidor. São, na verdade, sobras industriais.

3.2. Aparas pós-consumo – Podemos citar aparas de coleta em escritórios ou as aparas de embalagens descartadas em lixo seco de residências, que depois são selecionadas para dar origem a um papel reciclado de qualidade superior. Somente este tipo de apara ajuda de forma realmente eficiente a diminuição dos aterros de lixo, que no mundo do papel representa 70% do total. As aparas pós-consumo são todas aquelas que de alguma forma já foram um produto manuseado. Nos processos de coleta seletiva, as cooperativas de catadores selecionam as aparas e as encaminham para as fábricas de papel reciclado, como a Papirus.

Processo de Produção

O processo de produção de um papelcartão Papirus começa bem antes da chegada da matéria-prima na fábrica. São muitas pessoas envolvidas no fornecimento de materiais, desde a floresta – que gera celulose (fibra virgem) – até as cooperativas de catadores, que retiram do meio ambiente papéis e os selecionam com cuidado e atenção.

Existem basicamente 5 grandes fluxos possíveis dentro desta sequência:

A celulose produzida a partir de florestas certificadas é entregue diretamente à Papirus. Neste caso, a matéria-prima vai ser utilizada nas linhas de produtos que contam com fibras virgens em sua formulação, como o Vitasolid.


A celulose dá origem a papéis, que vão para gráficas. As sobras de processo são recolhidas pela Papirus, que as reutiliza no processo.


Os resíduos gerados pelas indústrias são recolhidos por aparistas, que os entrega para a Papirus.


As cooperativas de catadores ou aparistas fazem o processo de coleta de papéis, a partir do material gerado pelas indústrias ou gráficas. Uma vez selecionados, eles vão para o processo produtivo da Papirus.


O processo mais longo é o que envolve a coleta de aparas pós-consumo, ou seja, depois de comercializadas nos pontos de venda, as embalagens passam pelas mãos do consumidor final e são transformadas em resíduos, que através do processo de coleta seletiva são reaproveitados pelas cooperativas de catadores utilizando a reciclagem.